"...o blues é um estado de espírito e a música que dá voz a ele. O blues é o lamento dos oprimidos, o grito de independência, a paixão dos lascivos, a raiva dos frustrados e a gargalhada do fatalista. É a agonia da indecisão, o desespero dos desempregados, a angústia dos destituídos e o humor seco do cínico. O blues é a emoção pessoal do indivíduo que encontra na música um veículo para se expressar. Mas é também uma música social: o blues pode ser diversão, pode ser música para dançar e para beber, a música de uma classe dentro de um grupo segregado. O blues pode ser a criação de artistas dentro de uma pequena comunidade étnica, seja no mais profundo Sul rural, seja nos guetos congestionados das cidades industriais. O blues é a canção casual do guitarrista na varanda do quintal, a música do pianista no bar, o sucesso do ‘rhythm and blues’ tocado na jukebox. É o duelo obsceno de violeiros na feira ambulante, o show no palco de um inferninho nos arredores da cidade, o espetáculo de uma trupe itinerante, o último número de uma estrela dos discos. O blues é todas estas coisas e todas estas pessoas, a criação de artistas famosos com muitas gravações e a inspiração de um homem conhecido apenas por sua comunidade, talvez conhecido apenas por si mesmo". (Paul Oliver).




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sábado, 26 de maio de 2012

Bachman-Turner Overdrive

Bachman-Turner Overdrive (freqüentemente conhecida como BTO) é um grupo de rock canadense de Winnipeg, Manitoba, que lançou uma série de álbuns e singles na década de 70.
Brave Belt foi a banda precursora do BTO, formada em 1971 por Randy Bachman e Chad Allan, ambos ex-integrantes do The Guess Who, e o baterista Robin "Robbie" Bachman. Essencialmente, Randy estava produzindo o álbum para Allan; ele e Robbie proviam boa parte do trabalho instrumental. Quando requisitados pela gravadora para uma turnê, Randy convidou seu colega baixista/vocalista de Winnipeg C.F. "Fred" Turner para se juntar às atuações agendadas da banda.
O primeiro álbum de Brave Belt, que levava o nome da banda, não obteve sucesso nas vendas, e Chad Allen deixou a banda logo após o início da tour. Por não haver um líder vocal de prontidão para substituir, Turner foi convidado a ser um membro permanente e liderar o vocal para a gravação de Brave Belt II em 1972. Brave Belt II também falhou em alcançar sucesso nas paradas, e em 1972 a tour de suporte ao álbum foi cancelada na metade. Mas a influência de Turner já podia ser notada, conforme a banda migrava de um puro rock-country para um som mais pesado, caracterizado pelo peso da guitarra e pela voz forte e áspera de Turner.
Chad Allan aparece como vocalista em duas faixas de Brave Belt II, mas estava essencialmente fora da banda para qualquer turnê. Durante esse período, Tim Bachman foi agregado ao grupo como um segundo guitarrista pois a banda sentira sua formação de apenas 3 integrantes restritiva. Firmaram novo acordo com a Mercury Records, a qual Randy Bachman se referiu como tiro de sorte:
Após sua fita demo ser rejeitada 26 vezes, Bachman estava preparado para dizer para os outros membros da banda que não seria mais possível manter seus salários, "e eles teriam que arrumar os temidos empregos comuns". Mas o destino tomou outro rumo - em Abril de 1973, Charlie Fach da Mercury Records retornou ao seu posto após uma viagem a França para encontrar em sua mesa uma pilha de fitas demos ainda não tocadas. Querendo começar do zero, jogou todas as fitas numa lata de lixo, exceto uma, que caiu no chão fora da lata. Fach então pegou a fita e notou o nome Bachman nela. Lembrou-se de ter conversado com ele no ano anterior e de ter dito a Bachman que se alguma vez produzisse uma demo, mandasse a ele. Enquanto tocava a primeira faixa, "Gimme Your Money Please," Fach telefonou para Bachman para dizer que queria contratar a banda.
Até o momento a fita demo da banda ainda se chamava Brave Belt III. Fach convenceu a banda de que um novo nome era necessário; e apostava no reconhecimento do nome dos membros da banda. A banda já havia cogitado a hipótese de usar seus nomes de família. No caminho de volta de uma atuação em Toronto, ao notarem uma revista de caminhões chamada Overdrive numa loja Windsor, Turner escreveu "Bachman-Turner Overdrive" e as iniciais "B.T.O." em um guardanapo. O resto da banda decidiu que o acréscimo de "Overdrive" era a maneira perfeita de descrever sua música.
BTO lançou seu álbum auto intitulado em Maio de 1973. O álbum estorou nos E.U.A. por cidades litorâneas como Detroit e Buffalo, e permaneceu nas paradas por muitas semanas apesar da falta de um verdadeiro "single".
O segundo álbum, Bachman-Turner Overdrive II, foi lançado em dezembro do mesmo ano e se tornou sucesso nas paradas nos E.U.A. e Canadá. Este também rendeu dois de seus mais conhecidos singles, "Let it Ride" e "Takin’ Care of Business". Randy já havia escrito o escopo de "Takin’ Care of Business" oito anos antes como "White Collar Worker" ainda no The Guess Who, mas a banda sentiu que aquele não era seu tipo de música. Ela reapareceu no repertório de BTO durante shows de suporte ao primeiro álbum, por vontade de Randy, "para dar a Fred Turner a chance de descansar a voz". Randy ouvira, um dia antes, o DJ Johnny Jane dizer 'We're takin' care of business on C-Fox radio', e decidiu inseir a frase "takin' care of business" no coro onde estava previamente "white collar worker".
Tim Bachman deixou a banda no início de 1974, logo após o lançamento de Bachman-Turner Overdrive II. Há diferentes versões sobre as razões de sua saída. Muitos afirmam que ele deixou a banda por assuntos pessoais e de estilo de vida... que estava para se casar e/ou queria estudar engenharia de som e produção. Mas em uma entrevista em 2002, o irmão Robbie disse "Ele foi basicamente convidado a sair. Ele não era calibre para o BTO, era difícil contar com ele. Acho que a banda estava conflituosa com sua vida".
Durante a turnê de suporte para o BTO II, Tim foi substituído por Blair Thornton, que havia participado da banda de Vancouver, Crosstown Bus. O primeiro álbum com a formação modificada, Not Fragile de 1974, tornou-se um grande sucesso e alcançou o 1º lugar nas paradas americanas e canadenses. O álbum incluía o single "You Ain’t Seen Nothing Yet" que alcançou primeiro lugar nas paradas, e "Roll On Down the Highway", favorita em uma rádio americana de rock'n roll. A banda continuou firme na produção de álbuns bem sucedidos em meados dos anos 70, incluindo Four Wheel Drive e Head On (ambos em 1975). Cada um desses álbuns produziu um single: "Hey You" (Four Wheel Drive) e "Take it Like a Man" (Head On). Esta última conta com a participação de Little Richard no piano. Head On também inclui a composição de Randy Bachman, "Lookin' Out for #1," que garantiu considerável sucesso nas estações de rock tradicional e de "soft" rock.
A primeira coletânea de BTO, Best of BTO (So Far), foi lançada em 1976 e trazia canções de cada um dos cinco primeiros álbuns de estúdio da banda. “Freeways” (1977), foi o último álbum em que participou Randy Bachman, antes de deixar a banda para formar o Iron Horse junto com Tom Sparks e Chris Leighton. Apesar de o Bachman-Turner Overdrive ter perdido a sua alma, a banda continuou, reduzindo definitivamente seu nome para as siglas B.T.O.. Jim Clench substitui Randy, e gravam álbuns sem muita repercussão como “Street Action” (1978) e “Rock n´ Roll Nights” (1979).
Em 1980, o B.T.O. deixaria de existir. Randy publicaria vários discos solo, antes de voltar de novo com a banda, em meados dos anos 80, agora composta por Randy, Tim, C. F. Turner e o ex-batera do guess Who, Garry Peterson, e gravaram o bom “Bachman-Turner Overdrive” (1984). O batera Robbie Bachman, por sua vez, com o nome B.T.O., começou a tocar pelos EUA, o que ocasionou brigas com seu irmão. Posteriormente, solucionados os problemas e unificada a banda, Randy voltou a deixar a banda para prosseguir sua carreira solo, sendo substituído por Randy Murray, que continua a tocar com seus companheiros até os dias de hoje.
fonte: Wikipédia









                                           









                                           









                                           









                                                                                             Brave Belt (1971)
                                                         









Bachman Turner Bachman - As Brave Belt (1973)









BTO  I (1973)









BTO II (1973)








Not Fragile (1974)









Four Wheel Drive (1975)









Head On (1975)









Freeways (1977)









Street Action (1978)









Rock And Roll Nights (1979)









The Best Of B.T.O. (1998)









Bachman -Turner Overdrive (1984)









The Anthology (1993)
pt 1 -  pt 2 - 
pt 3 -  pt 4 - 










Big Maybelle

Mabel Louise Smith (1 de maio de 1924 - 23 de janeiro de 1972).
Big Maybelle nasceu em Jackson, Tennessee, Estados Unidos. Cantou gospel enquanto era criança mas quando se tornou adolescente, começou a cantar rhythm and blues. Começou sua carreira profissional com a banda Dave Clark's Memphis Band em 1936, e também excursionou com as "Sweethearts of Rhythm" (banda formada só por mulheres e que apresentou algumas das melhores cantoras de blues e jazz durante a década de 1940). Ela então se juntou à Christine Chatman's Orchestra como pianista, fazendo suas primeiras gravações com Chatman em 1944. De 1947-1950 fez parte da Tiny Bradshaw's Orchestra.
A estréia em gravações solo, como Mabel Smith, foi para King Records em 1947, apoiada por Oran "Hot Lips" Page. Em 1952, assinou com a Okeh Records, cujo produtor Fred Mendelsohn lhe deu o nome artístico Big Maybelle. Sua primeira gravação para a Okeh foi "Gabbin' Blues" e se tornou o #3 na Billboard de R&B seguido por "Way Back Home" e "My Country Man", ambos em 1953. Em 1955 ela gravou "Whole Lotta Shakin' Goin On", produzido por Quincy Jones, dois anos antes da versão de Jerry Lee Lewis. Mais sucessos seguiram ao longo dos anos 1950, principalmente para a Savoy Records, incluindo "Candy" de 1956, um de seus maiores secessos.
Se apresentava constantemente no Teatro Apollo em Nova York e cantou no Festival de Jazz de Newport de 1958. Maybelle se apresentou, juntamente com Mahalia Jackson e Dinah Washington, no Festival de Jazz de Newport de 1960, o qual foi filmado. Continuou a se apresentar no início dos anos 1960 mas, devido a toxicodependência, seus problemas de saúde começaram a surgir. Seu último single de sucesso foi em 1967 com um cover de Question Mark & the Mysterians, "96 Tears".
Big Maybelle morreu em Cleveland, Ohio. Seu último álbum, "Last of Big Maybelle", foi lançado póstumamente em 1973.
O álbum "The Okeh Sessions", ganhou o W. C. Handy Award em 1983.
Big Maybelle foi incluida no Blues Hall Of Fame em 2011.
fonte: Wikipédia









                                           









                                           









                                           









                                                                The Complete Okeh Sessions 1952-1955 (1994)
                                                         









The Chronological 1944-1953 









The Last Of Big Maybelle (1996)
pt 1 -  pt 2 - 









Blues, Candy & Big Maybelle (1958)
pt 1 -  pt 2 - 










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